sábado, agosto 19, 2017
Inverno
Chove. Frio. Natural é inverno.
Pela manhã, em geral, sinto falta de ter alguém para conversar.
Venho ao computador, melhor do que ficar falando alto, sem ninguém para responder ou dar sua opinião.
Vi muita gente falando sozinha pelas ruas, muitas mesmo, numa capital européia. Tive pessoas que trabalharam comigo em casa e falavam com elas mesmas, eram problemáticas. Depois que casaram, tiveram filhos, melhoraram muito, ficaram alegres, auto-confiantes com a família. Vinham de lares destroçados na infância.
Diferença entre a dor do vazio emocional e o florescimento com a vida afetiva, crianças, escolas e estudos, moradia e melhorias.
O apoio possível, para as trabalhadoras que estiveram comogo , eu dei, conversava, estimulava, dava broncas como se fossem crianças se e quando agiam como crianças e reagiam bem, percebiam um outro lado e puderam seguir na vida.
Eu sou ávida por conversas inteligentes. Precisei aprender a "jogar conversa fora" - é duro perder tempo !
É grande o esforço de pessoas falarem apenas de "coisas positivas". Muitas vezes eu preferia o silêncio. Gosto de conversar e gosto do silêncio.
Acho delicioso poder acordar de manhã e conversar sobre nossos mundos internos - pessoas que amo. Sonhos, como será o dia, tarefas, para onde cada um irá, agendas, hora de retorno, roteiros pelo trânsito. Dá um eixo importante para viver e vínculo afetivo.
Na ausência de interlocutor, o céu branco e a chuva dizem o que devo ou não fazer, o que é mais prudente e não fazer, se não houver compromisso firmado com ninguém.
Conversas amenas - tempo, aniversários, receitas culinárias, teatro, indicações culturais etc
Conversas tristes - doenças, sofrimento, violência, trânsito terrível, sufoco no transporte público, terrorismo, desemprego, mortes, ódios raciais, ódios de gênero e visões incompatíveis de viver etc.
Conversas inteligentes - um tema ou vários são desenvolvidos com competência e coerência. A entrevista com sociólogo autor do livro " Angry White Man" - Michael Kimmel, com Jorge Pontual pela Globo News. Em síntese: em geral, homens não pensam sobre questões de gênero - o mundo sempre foi deles e como eles idealizaram ao longo dos séculos; pensam e falam mais sobre sexualidade e em geral gays ou transgêneros; afrodescendentes pensam em questões raciais; e mulheres são mais diferenciadas pelo acesso à vida profissional, financeira, pública, intelectual etc.
Já tratei disso anteriormente. Fiquei realmente aliviada ao ver reflexos das minhas percepções. Tive amigos/as inteligentes ao longo da vida, alertavam sobre comportamentos de pessoas "diferentes de mim " - por n razões, pessoas difíceis. Obrigada ! Isso continua, é claro, sou "idosa jovem" e nova realidade existe.
Amigos me informam por emails sobre seus eventos na próxima semana - 21 em diante. Muita gente ativa, perto, ao redor, ou com mais de 60, 70 anos, na ativa. Círculos literários, eventos, confraternizações, não será possível estar presente em tudo que me convidam. Gente inteligente trabalha de verdade !
Se tiver sorte neste sábado...alguém para conversar coisas boas ! Ou, ler capítulos bons de um de meus livros.
Maria Lucia Zulzke, em 19 de agosto de 2017, em S.Paulo capital.
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| Década de 90 - o óbvio, hoje e sempre vital para os negócios - clientes ! |
Venho ao computador, melhor do que ficar falando alto, sem ninguém para responder ou dar sua opinião.
Vi muita gente falando sozinha pelas ruas, muitas mesmo, numa capital européia. Tive pessoas que trabalharam comigo em casa e falavam com elas mesmas, eram problemáticas. Depois que casaram, tiveram filhos, melhoraram muito, ficaram alegres, auto-confiantes com a família. Vinham de lares destroçados na infância.
Diferença entre a dor do vazio emocional e o florescimento com a vida afetiva, crianças, escolas e estudos, moradia e melhorias.
O apoio possível, para as trabalhadoras que estiveram comogo , eu dei, conversava, estimulava, dava broncas como se fossem crianças se e quando agiam como crianças e reagiam bem, percebiam um outro lado e puderam seguir na vida.
Eu sou ávida por conversas inteligentes. Precisei aprender a "jogar conversa fora" - é duro perder tempo !
É grande o esforço de pessoas falarem apenas de "coisas positivas". Muitas vezes eu preferia o silêncio. Gosto de conversar e gosto do silêncio.
Acho delicioso poder acordar de manhã e conversar sobre nossos mundos internos - pessoas que amo. Sonhos, como será o dia, tarefas, para onde cada um irá, agendas, hora de retorno, roteiros pelo trânsito. Dá um eixo importante para viver e vínculo afetivo.
Na ausência de interlocutor, o céu branco e a chuva dizem o que devo ou não fazer, o que é mais prudente e não fazer, se não houver compromisso firmado com ninguém.
Conversas amenas - tempo, aniversários, receitas culinárias, teatro, indicações culturais etc
Conversas tristes - doenças, sofrimento, violência, trânsito terrível, sufoco no transporte público, terrorismo, desemprego, mortes, ódios raciais, ódios de gênero e visões incompatíveis de viver etc.
Conversas inteligentes - um tema ou vários são desenvolvidos com competência e coerência. A entrevista com sociólogo autor do livro " Angry White Man" - Michael Kimmel, com Jorge Pontual pela Globo News. Em síntese: em geral, homens não pensam sobre questões de gênero - o mundo sempre foi deles e como eles idealizaram ao longo dos séculos; pensam e falam mais sobre sexualidade e em geral gays ou transgêneros; afrodescendentes pensam em questões raciais; e mulheres são mais diferenciadas pelo acesso à vida profissional, financeira, pública, intelectual etc.
Já tratei disso anteriormente. Fiquei realmente aliviada ao ver reflexos das minhas percepções. Tive amigos/as inteligentes ao longo da vida, alertavam sobre comportamentos de pessoas "diferentes de mim " - por n razões, pessoas difíceis. Obrigada ! Isso continua, é claro, sou "idosa jovem" e nova realidade existe.
Amigos me informam por emails sobre seus eventos na próxima semana - 21 em diante. Muita gente ativa, perto, ao redor, ou com mais de 60, 70 anos, na ativa. Círculos literários, eventos, confraternizações, não será possível estar presente em tudo que me convidam. Gente inteligente trabalha de verdade !
Se tiver sorte neste sábado...alguém para conversar coisas boas ! Ou, ler capítulos bons de um de meus livros.
Maria Lucia Zulzke, em 19 de agosto de 2017, em S.Paulo capital.
quarta-feira, agosto 16, 2017
Atualidades : people
" O peixe não sente a água "
A afirmação é exata ! Homens brancos por milênios sentiam legitimidade em lutar por seus privilégios e domínio e controle. Homens brancos eram "donos supremos de todos os reinos e países, famílias, tribos e clãs, finanças, propriedades, empresas e governos ".
Tive a oportunidade de acompanhar entrevista de Jorge Pontual, no programa Milênio da Globo News , ontem, 15 de agosto de 2017, 8 horas, com sociólogo Michael Kimmel, autor do livro "White Angry Man " - impossível resumir.
Disse o sociólogo que os homens não pensam em questões de gênero. Eu vivi isso - engenheiros, com os quais convivi muito pela minha formação, adoram esse bordão - no trabalho, na vida existe competência e não homem ou mulher.
Aparente elogio à igualdade. Escancarada ignorância sobre as irreconciliáveis e incontáveis diferenças entre o ser masculino e o feminino - desde critérios de avaliação, exigências do corpo, processos de gestação e dar a luz, os ciclos biológicos.
De acordo com o autor, os gays pensam e batalham muito nas questões de sexualidade; os afro-descendentes pensam e batalham, são susceptíveis às questões de raça; as mulheres lutam por um lugar ao sol na vida pública, financeira, política e profissional; enfim, "regras do jogo" e "em ser e estar do lado certo da vida", gays, afro-descendentes e mulheres parecem que nasceram um tanto quanto fora do "mar" ou do "rio" ou "da lagoa" .... modo de dizer, isto é, não são "peixes na água" do universo.
É claro que fiquei fascinada pelo tema. Jorge Pontual é ideal para esse tipo de entrevista e não queria que terminasse. Mais um livro que vou ser obrigada a ler. Quem me obriga ? Eu mesma. É um assunto existencial desde que se nasce e se torna "mulher" - Por que ele pode e mulher não pode ? Por que as mulheres não podiam votar até 1932 ? Por que as mulheres no Brasil até 1962 eram equiparadas aos incapazes, crianças e índios ? Por que ser muito estudiosa era um "quase insulto... não vai adiantar nada" e ser muito estudioso era um orgulho na família ? Por que a todo tempo...a resposta era....porque você é mulher !
As minorias não são "minorias" quantitativas - mulheres em número são maioria; habitantes no Brasil brancos de ascendência branca e olhos azuis são minoria ! Brancos no Brasil são minoria.
De acordo com o autor, os homens até poucas décadas atrás pensavam : " se eu respeitar as regras, trabalhar, cuidar de minha família, pagar as contas, pagar impostos, educar meus filhos, vou ser recompensado" ..... e, nessas recentes décadas tudo parece ter mudado e a adaptação a esse turbilhão de subjetividades é um imenso tormento, tornando os homens mais violentos e raivosos.
Na ausência de entendimento de que tudo está mudado, aflora a violência em todos países contra os mais fracos, mais desafortunados, contra as mulheres, contra gays e assim por diante.
Século 21 ficou mais do que confuso ! Cada qual pretende viver com seus próprios códigos de leitura interna e subjetividades ...
Uma amiga me dizia já há 35 anos... Maria Lucia você acerta o assunto mas erra o foco ! Assim eu me sinto agora. Estou certa ao comentar a entrevista mas não sei se esse era o meu foco... não é o meu foco mesmo, entristece-me dizer, pois não sou "peixe" e está complicadinha a vida para quem não é peixe, e talvez, "a maré nem esteja boa nem para os próprios peixes".
Maria Lucia Zulzke, em 16 de agosto de 2017, em S.Paulo - SP - Brasil
A afirmação é exata ! Homens brancos por milênios sentiam legitimidade em lutar por seus privilégios e domínio e controle. Homens brancos eram "donos supremos de todos os reinos e países, famílias, tribos e clãs, finanças, propriedades, empresas e governos ".
Tive a oportunidade de acompanhar entrevista de Jorge Pontual, no programa Milênio da Globo News , ontem, 15 de agosto de 2017, 8 horas, com sociólogo Michael Kimmel, autor do livro "White Angry Man " - impossível resumir.
Disse o sociólogo que os homens não pensam em questões de gênero. Eu vivi isso - engenheiros, com os quais convivi muito pela minha formação, adoram esse bordão - no trabalho, na vida existe competência e não homem ou mulher.
Aparente elogio à igualdade. Escancarada ignorância sobre as irreconciliáveis e incontáveis diferenças entre o ser masculino e o feminino - desde critérios de avaliação, exigências do corpo, processos de gestação e dar a luz, os ciclos biológicos.
De acordo com o autor, os gays pensam e batalham muito nas questões de sexualidade; os afro-descendentes pensam e batalham, são susceptíveis às questões de raça; as mulheres lutam por um lugar ao sol na vida pública, financeira, política e profissional; enfim, "regras do jogo" e "em ser e estar do lado certo da vida", gays, afro-descendentes e mulheres parecem que nasceram um tanto quanto fora do "mar" ou do "rio" ou "da lagoa" .... modo de dizer, isto é, não são "peixes na água" do universo.
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| Aos 18 anos - 1923 - um homem de fibra cuidava da família, trabalhava, formado em contabilidade, cumpridor de deveres, cordial, conciliador, bom filho, bom marido, bom irmão e bom pai, correto . |
As minorias não são "minorias" quantitativas - mulheres em número são maioria; habitantes no Brasil brancos de ascendência branca e olhos azuis são minoria ! Brancos no Brasil são minoria.
De acordo com o autor, os homens até poucas décadas atrás pensavam : " se eu respeitar as regras, trabalhar, cuidar de minha família, pagar as contas, pagar impostos, educar meus filhos, vou ser recompensado" ..... e, nessas recentes décadas tudo parece ter mudado e a adaptação a esse turbilhão de subjetividades é um imenso tormento, tornando os homens mais violentos e raivosos.
Na ausência de entendimento de que tudo está mudado, aflora a violência em todos países contra os mais fracos, mais desafortunados, contra as mulheres, contra gays e assim por diante.
Século 21 ficou mais do que confuso ! Cada qual pretende viver com seus próprios códigos de leitura interna e subjetividades ...
Uma amiga me dizia já há 35 anos... Maria Lucia você acerta o assunto mas erra o foco ! Assim eu me sinto agora. Estou certa ao comentar a entrevista mas não sei se esse era o meu foco... não é o meu foco mesmo, entristece-me dizer, pois não sou "peixe" e está complicadinha a vida para quem não é peixe, e talvez, "a maré nem esteja boa nem para os próprios peixes".
Maria Lucia Zulzke, em 16 de agosto de 2017, em S.Paulo - SP - Brasil
sábado, agosto 12, 2017
Invisíveis e vitais
Maria Lucia Zulzke, em 12 de agosto de 2017, em S.Paulo - SP - Brasil, ao redor de 7:30 am - Saturday - Saturno´s Day - Salve - Sapeca´s Day - e porque hoje é Sábado no Brasil, São Paulo.
terça-feira, agosto 08, 2017
Atualidades - dia do pedestre 8 /8
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| Paraty - se há coisa boa para se fazer por lá, além de ser tudo lindo, restaurantes ótimos, praias gostosas, é andar nas ruas e andar, respirar fundo e andar ! |
8 de 8 - Dia do Pedestre no Brasil. Ou será no mundo ?
Decidi viver na atualidade e faço há 3 dias um esforço danado para isso.
Hoje, eu aprendi, que temos Dia do Pedestre ! Necessário atualmente porque preferimos o carro, e em S.Paulo as longas distâncias dos bairros exigem transporte público ou veículo próprio.
Durante uns 17 anos eu andei numa unica cidade do interior de São Paulo. Tudo ficava ao alcance das pernas - casas das amigas, escola, igreja, casa das tias, mercado, mercearia, lojas, livrarias, sapatarias, cinema - quase tudo que uma menina e adolescente pode fazer quando criança.
No final dos anos 50 chegaram os Fuscas - e os mais abastados tinham Sinca Chambord, Aero Wills, DKV, Jeeps, Kombis, e alguns tantos outros carros da década de 50 e 60.
Ontem, à noite, andei a pé no bairro paulistano , nos Jardins. Fui a um aniversario. Entre observadora e rápida fui e voltei sem transtornos mas no restaurante onde comemoramos aniversário, eu conhecia quase todas as pessoas ! Algumas poucas eu conheci na festa. E, a dona do restaurante, pasmem, é uma das clientes de refrigerantes da cidade onde nasci - Piracicaba - ela vende Tubaína e Gengibirra, nossos deliciosos refrigerantes de 60 e tantos anos atrás !
Foi uma festa mesmo. Noite bonita e registraram que havia eclipse lunar.
Mas que inverno é esse na cidade de São Paulo ? Chegou a 27 graus celsius a temperatura nas ruas dessa tarde ! Faz um mal danado para os ajustes térmicos do corpo regular-se entre 14 graus até 27 ou 28 graus num período de 24 horas. Muita gente forte cai doente ! E o ar continua seco.
Essa é a atualidade das minhas principais observações, o clima afeta cada vez mais a autonomia do meu corpo físico, o potencial energético reduz, e desafio o desânimo para andar a pé. Ficar em casa nas horas mais quentes, se possível, é uma opção para afortunados/as.
Maria Lucia Zulzke, em 8 de agosto de 2017, 20 horas, em S.Paulo - SP - Brasil - como dizer que estamos no inverno com essas altas temperaturas ?
sábado, agosto 05, 2017
Nostalgia não é Saudade
Entendi - Nostalgia não é Saudade ! Tudo estava ali, as lojas, o mesmo shopping Iguatemi, lindo como sempre, as garagens ótimas, os andares fáceis de se localizar, as escadas rolantes, as lojas, algumas pequenas mudanças de localizações de lojas e as mais famosas marcas internacionais da moda.
Nostalgia, nostalgia de mim mesma do que um dia eu senti e projetei como futuro. Ali, naquele local e que ainda existe, eu comprei um anel... década de 70, ali comprei sapatos e bolsas... ali comprei roupas para as meninas e presentes. O segundo shopping em S.Paulo não sei em qual ano surgiu. Shopping Iguatemi era único. O segundo shopping talvez tenha sido o Ibirapuera em Moema e o El Dorado, esse erguido pelo grupo Veríssimo.
Todas minhas colegas compravam no Shopping Iguatemi. Tínhamos menos de 30 anos de idade. Era possível. Era viável. Talvez fosse época de fazer compras a prazo por carnês ou pelo único cartão de crédito existente, porque a popularização dos cartões começou após 1988 ou 1989. Antes disso, cartões de crédito eram elitizados no Brasil .
Nostalgia ! Não é saudade. Se fosse saudade, eu fui lá, almocei lá, tomei café e comi bolo de brigadeiro no shopping Iguatemi - tudo delicioso, fiz compras, e teria "matado" minha saudade. Mas é uma dolorosa e intensa nostalgia, do que sonhei, do que projetei, do que desejei, do que imaginei para mim, das companhias e ternuras que vivi, do que não se tornou o país em que pensei, do que vejo nas ruas, do que percebo nas pessoas, das poucas pessoas que posso pedir ajuda e me atendem, das incontáveis pessoas que sem saber a razão se afastam, amargas que estão e não se explicam, das novas formas de pensar, das novas formas de "fama" pelo tamanho de seios ou falta total de seios, n gêneros que antes de 1970 eram homem e mulher, da comunicação atual instantânea (bom e ruim), nostalgia - não saudade - tenho pouca saudade ! Talvez eu possa afirmar que não tenho nenhuma saudade.
Gostaria de encontrar pessoas que não vejo há 20 anos. Exatos 20 anos. 1997 ! Gostaria de encontrar pessoas que, pela última vez, vi em 1999. Nem sei se estão vivas em outros países. Mas não devem ter qualquer lembrança de mim ou fariam algum movimento para me ver ou se comunicar.
Nem saudades de lugares eu tenho mais: nem de Paris, nem de Lyon, Londres, Salzburg, nem de Madri, Sevilha ou Toledo, nem de Munique, nem de Penang, nem de Tokio, nem de Hong Kong, nem de Osaka ou Beijing, nem de Chicago, nem de Washington, nem de Buenos Aires ou Bariloche, nem do Cairo ou de São Francisco, nem de Kyoto, nem de Kamakura, nem de Lisboa. Talvez, poder correr mais uma vez pelas ruas de Roma, num mês de maio, spring, love, o ar de Roma, a bagunça de Roma, amo Roma ! Me saio muito bem lá, mesmo só. Roma em maio e junho é o ar dos meus antepassados.
Interessante como nostalgia é despedida ! Nostalgia é como estar viva e se sentir "fantasma" no meio de trânsito, carros, pessoas passando e gesticulando - tudo se percebe. Nostalgia você fala, responde, paga, dirige, estaciona, breca e acelera, observa mas não é mais "a mocinha de sonhos dos 25 anos" , nem a gestante querendo aquelas roupas de cambraia bordadas, lindas para seu bebezinho que vai nascer !
Saudade ? Do que ? Depois de ver tanta mentira descarada e aberta e por toda a vida disseram que isso era PECADO ! Ajoelhávamos e dizíamos "Padre, pequei.... falei para minha mãe que iria estudar e fui ao cinema com minhas amigas " rss, ter sido combatido veementemente com reprimendas por décadas os pecados e o cinismo, as negociatas.
5 de agosto de 2017- péssima semana foi vivida no Brasil - péssimos últimos anos vividos na política brasileira - didática política. Hoje é sábado, e porque hoje é sábado, haverá nova semana que se iniciará 7 de agosto de 2017. Vou voltar a viver e incorporar a atualidade e viver a partir de 7 de agosto de 2017 em S.Paulo, cidade que adoro e com as pessoas que estimo, respeito e amo. O saldo é bom ! Adeus aos que ficaram amargurados no passado com suas lembranças não digeridas e rancores não sublimados.
Nostalgia, nostalgia de mim mesma do que um dia eu senti e projetei como futuro. Ali, naquele local e que ainda existe, eu comprei um anel... década de 70, ali comprei sapatos e bolsas... ali comprei roupas para as meninas e presentes. O segundo shopping em S.Paulo não sei em qual ano surgiu. Shopping Iguatemi era único. O segundo shopping talvez tenha sido o Ibirapuera em Moema e o El Dorado, esse erguido pelo grupo Veríssimo.
Todas minhas colegas compravam no Shopping Iguatemi. Tínhamos menos de 30 anos de idade. Era possível. Era viável. Talvez fosse época de fazer compras a prazo por carnês ou pelo único cartão de crédito existente, porque a popularização dos cartões começou após 1988 ou 1989. Antes disso, cartões de crédito eram elitizados no Brasil .
Nostalgia ! Não é saudade. Se fosse saudade, eu fui lá, almocei lá, tomei café e comi bolo de brigadeiro no shopping Iguatemi - tudo delicioso, fiz compras, e teria "matado" minha saudade. Mas é uma dolorosa e intensa nostalgia, do que sonhei, do que projetei, do que desejei, do que imaginei para mim, das companhias e ternuras que vivi, do que não se tornou o país em que pensei, do que vejo nas ruas, do que percebo nas pessoas, das poucas pessoas que posso pedir ajuda e me atendem, das incontáveis pessoas que sem saber a razão se afastam, amargas que estão e não se explicam, das novas formas de pensar, das novas formas de "fama" pelo tamanho de seios ou falta total de seios, n gêneros que antes de 1970 eram homem e mulher, da comunicação atual instantânea (bom e ruim), nostalgia - não saudade - tenho pouca saudade ! Talvez eu possa afirmar que não tenho nenhuma saudade.
Gostaria de encontrar pessoas que não vejo há 20 anos. Exatos 20 anos. 1997 ! Gostaria de encontrar pessoas que, pela última vez, vi em 1999. Nem sei se estão vivas em outros países. Mas não devem ter qualquer lembrança de mim ou fariam algum movimento para me ver ou se comunicar.
Nem saudades de lugares eu tenho mais: nem de Paris, nem de Lyon, Londres, Salzburg, nem de Madri, Sevilha ou Toledo, nem de Munique, nem de Penang, nem de Tokio, nem de Hong Kong, nem de Osaka ou Beijing, nem de Chicago, nem de Washington, nem de Buenos Aires ou Bariloche, nem do Cairo ou de São Francisco, nem de Kyoto, nem de Kamakura, nem de Lisboa. Talvez, poder correr mais uma vez pelas ruas de Roma, num mês de maio, spring, love, o ar de Roma, a bagunça de Roma, amo Roma ! Me saio muito bem lá, mesmo só. Roma em maio e junho é o ar dos meus antepassados.
Interessante como nostalgia é despedida ! Nostalgia é como estar viva e se sentir "fantasma" no meio de trânsito, carros, pessoas passando e gesticulando - tudo se percebe. Nostalgia você fala, responde, paga, dirige, estaciona, breca e acelera, observa mas não é mais "a mocinha de sonhos dos 25 anos" , nem a gestante querendo aquelas roupas de cambraia bordadas, lindas para seu bebezinho que vai nascer !
Saudade ? Do que ? Depois de ver tanta mentira descarada e aberta e por toda a vida disseram que isso era PECADO ! Ajoelhávamos e dizíamos "Padre, pequei.... falei para minha mãe que iria estudar e fui ao cinema com minhas amigas " rss, ter sido combatido veementemente com reprimendas por décadas os pecados e o cinismo, as negociatas.
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| 32 anos em 2017 |
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| Festa Junina hoje e há décadas |
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| Rodeada de pimpolhos que hoje estão com carreiras internacionais. Nostalgia dessa energia, dessa alegria, dessa ingenuidade e nostálgica da "ignorância sobre sistemas e preconceitos" |
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