quinta-feira, agosto 27, 2026
A Odisseia . Do épico a nossa vidinha de cada qual - nascer, crescer, prosperar, amar, ter foco, superar e celebrar.
No filme Odisseia, Penelope encontra- se em seu castelo e pode ser semi- vista num painel similar ao que vi exposto na Japan House nesta capital. Por 20 anos, pode ser observada tecendo um infindavel trabalho manual que a protege do assedio de muitos homens que a querem tomar pelo casamento. Seu marido saiu pelo mundo, guerreando e ainda nem sabe se tiveram um filho ou filha. A unir o casal, um broche de ouro, equivalente ao rastro de um atual celular. Por esse distintivo, Odisseu pode ser identificado se vivo , onde quer que esteja. Recurso de muitos filmes, ou um isqueiro, uma joia de familia, uma faixa, algo fisico. O impacto foi acompanhar tantas sucessivas guerras, tanta simbologia, tantos embates e batalhas, a mortandade de homens naquelas horas de perfeccionismo do grandioso cinema. Darling, eu disse para mim : Seal sings " This is a men' s world ". Era esse o meu pensamento dominante. Vi que muitos paises receberam creditos no final, vi que a lista de participantes era colossal. Matt Damon como Odisseu preparou-se fisicamente e brilha. Anne Hathaway maravilhosa mulher interpreta a virtuosa esposa fiel. No final eu torcia por um final feliz, o oposto de um "Romeu e Julieta". Evitei interpretar ou julgar. Mas tive uma surpresa e curiosidade - por que chorou copiosamente Odisseu ? o que o canto das sereias despertou e provocou em Odisseu tal choro desesperado ? " tudo o que era antes e foi perdido" ou " tudo o que quis ser mas aceita que vai ser impossivel " , ou sugerem que Odisseu chora a sua imensa carga de culpa pelos seus homens mortos e sem mesmo saber e ter certeza que tinha tomado o caminho certo . 27 de agosto, 2026. Viva o cinema que, em 2 a 3 horas resume algo. Um final feliz aquece nossos sonhos.
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