Entrevista em revista de grande circulação, em outubro de 2010, com o psiquiatra infantil gaúcho - Dr. Odon Cavalcanti Monteiro - para que um adulto "aguente a barra", seus primeiros 2 anos de vida são essenciais.
Os adultos devem tomar cuidados simples com as crianças sem desconsiderar seus sinais.
O psiquiatra não entrou nas patologias dos maus tratos como violência, gritos e deixar a criança em estado de privação física, alimentar ou afetiva ou em isolamento ou desconforto. Orientou sobre intervenções coloquiais como - não é saudável colocar na cama ou num local sózinho uma criança e advertir para que ela fique quieta. A restrição à sua manifestação, deixa a criança confusa com a mensagem. O uso de sarcasmo é uma lástima.
Relatos e fatos de sofrimentos atrozes de crianças vem sendo noticiados nos últimos anos, marcas de violência e evidências explícitas sendo desconsideradas e omissões de todos os lados.
Como não identificar como qualidade máxima de tratamento humano : sorrisos, contatos pelos olhos, balbúcios alegres, um "conversar matinal" feliz da criança quando acorda, enfim, uma alegria natural e saudável?
Olhos opacos, semblante entristecido, o pescoço arqueado e a incapacidade da criança conectar-se de forma alegre com o adulto, silêncio prolongado ou muito sono são sinais de depressão em crianças que ainda não conseguem identificar suas sensações e sentimentos decorrentes de uma interação inadequada com quem vive e muito menos defender-se.
Leis para isso? Lei para idosos, lei para crianças e adolescentes, lei para bebês que não teriam como se defender.... será que isso pode ser prevenido e coibido pela lei ? ou pertence a outra esfera dos sentimentos e relacionamentos humanos?
Maria Lucia Zulzke, em 27 de outubro de 2010, às 16:45 hs, em S.Paulo - SP - Brasil.
quarta-feira, outubro 27, 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário